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Com consumidores cada vez mais atentos à versatilidade da roupa que usam, as marcas enfrentam um novo desafio: criar coleções que não pertencem totalmente a uma estação, mas que respondem a várias ao mesmo tempo.
Segundo dados da WGSN, a transição sazonal entre verão e inverno será impulsionada por cinco grandes movimentos: versatilidade, smart casual, inspiração natural, adaptação climática e uma nova abordagem à cor e aos padrões.
Na Riopele, esta leitura do mercado e a pesquisa de tendências assumem um papel particularmente relevante no processo produtivo. A capacidade de desenvolver tecidos adaptáveis, preparados para múltiplos contextos e alinhados com as exigências estéticas de cada estação torna-se essencial num cenário onde o guarda-roupa procura cada vez mais longevidade, sem comprometer a identidade.
Peças capazes de se adaptar a diferentes temperaturas, ocasiões e momentos do dia são cada vez mais prioritárias. O consumidor procura roupa versátil, que funcione tanto em contextos profissionais como em momentos mais informais.
Neste cenário, o layering ganha protagonismo, não apenas como tendência estética, mas como uma solução funcional. As marcas devem apostar em peças modulares e styling trans-sazonal, reforçando a longevidade e o valor de investimento de cada peça.
O regresso ao escritório e a consolidação do trabalho híbrido estão a redefinir o vestuário.
A formalidade rígida perde espaço para uma nova sofisticação: mais confortável, mais flexível e mais alinhada com o ritmo contemporâneo. Polos estruturados, denim, calças wide-leg e silhuetas clean tornam-se protagonistas deste novo business casual.
Segundo a WGSN, as pesquisas Google por “female business-casual outfit ideas” cresceram 37% em agosto de 2025 face ao ano anterior, confirmando a força desta transformação.
Num contexto global de instabilidade, a moda responde com uma procura crescente por estabilidade emocional e ligação à natureza. Tons terrosos, verdes profundos, castanhos quentes e motivos orgânicos surgem como elementos centrais das coleções.
As estações deixaram de ser previsíveis e a moda acompanha essa mudança.
Casacos técnicos, anoraks, windbreakers e outerwear modular ganham relevância, enquanto os materiais passam a ser pensados para diferentes amplitudes térmicas.
Embora a base cromática continue assente em tons neutros e sofisticados, são os padrões marcantes e as cores intensas que trazem energia às coleções de transição.
O vermelho vibrante destaca-se como uma das tonalidades mais relevantes. Segundo a WGSN, os conteúdos relacionados com esta cor cresceram 69% no TikTok, reforçando o seu impacto visual e comercial.
Ao mesmo tempo, os xadrezes e as preppy stripes mantêm a sua força, trazendo uma sensação de permanência, estrutura e sofisticação.
Na prática, os consumidores procuram hoje três coisas: adaptabilidade, durabilidade e identidade.
Esta mudança reflete uma nova forma de consumir moda, onde o valor está cada vez mais na permanência e na capacidade de cada peça acompanhar diferentes momentos e estações.
Mais do que uma transição entre verão e inverno, trata-se de uma transformação na forma como o guarda-roupa é pensado: mais funcional, mais intencional e mais preparado para o ritmo da vida contemporânea.