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2025-06-26

Nada se perde, tudo se transforma. Inovação e circularidade na indústria têxtil


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A indústria da moda enfrenta desafios significativos que tornam a sua sustentabilidade uma prioridade urgente. Desde o consumo intensivo de recursos naturais até à poluição química e à elevada geração de resíduos, há uma crescente exigência de transformação em toda a cadeia de valor.

Na Riopele, a sustentabilidade está no centro da estratégia. Por isso, investimos diariamente em investigação, desenvolvimento e colaboração com entidades que nos ajudam a inovar e a repensar processos, com o objetivo de reduzir o impacto ambiental da indústria têxtil e promover práticas mais circulares.

Foi neste contexto que integramos o projeto Be@t - Bioeconomia na Indústria Têxtil, uma agenda que visa acelerar a transição verde e digital da indústria têxtil e do vestuário portuguesa. Reúne um total de 56 entidades - empresas, centros de investigação, instituições científicas e tecnológicas -, num esforço conjunto para reposicionar o setor como um pilar fundamental de uma bioeconomia sustentável.

A Riopele integrou o pilar “Circularidade”, na Iniciativa 4, focada na reciclagem de resíduos têxteis pré e pós-consumo. Esta iniciativa resulta de uma parceria com o CITEVE - referência nacional e europeia em matéria de promoção da inovação e desenvolvimento da Indústria Têxtil e do Vestuário - a Universidade da Beira Interior (UBI) e a empresa J. Gomes.

I&D em novos processos de fiação para fibras recicladas

O foco da investigação passou pelo desenvolvimento de novos processos de fiação que permitam o aproveitamento de fibras recicladas, fomentando a economia circular. Os resultados do projeto foram apresentados no evento ITechStyle Summit 25, que reuniu os maiores players da indústria têxtil e do vestuário para discutir sustentabilidade, inovação e digitalização no setor.

A apresentação intitulada “Recycling Textile Waste into Sustainable Woven Fabrics: A Real Case Study", abordou de forma concreta os desafios na fiação com fibras recicladas, centrando-se no caso desenvolvido pela Riopele, com base em misturas de linho e viscose. O projeto deu origem a tecidos reais e peças demonstradoras, refletindo a aplicação prática dos desenvolvimentos técnicos.

A Riopele desenvolveu quatro estruturas têxteis a partir de diferentes combinações de fibras recicladas: Loriga, Rossim, Seine, e Carriage – resultando em tecidos com diferentes características. Estes desenvolvimentos permitiram testar soluções concretas e reforçar o conhecimento sobre o comportamento das fibras recicladas ao longo do processo de fiação e tecelagem.

Embora os desafios técnicos sejam reais — como a irregularidade e menor resistência destas fibras face às virgens — foi possível demonstrar que é possível produzir tecidos com elevado teor reciclado, mantendo qualidade e durabilidade. Como destaca Ângela Teles, Gestora de Produto Sustentável e Projetos de Inovação: “Este projeto é um contributo ativo para a redução do consumo de recursos naturais, reforçando o compromisso da Riopele e dos nossos parceiros com a economia circular e a sustentabilidade ambiental.”

A próxima etapa será otimizar ainda mais os processos, garantindo fios mais regulares e resistentes, com potencial para aplicações industriais. “Para a Riopele, este é um passo decisivo rumo a uma indústria têxtil sustentável, onde inovação e responsabilidade andam lado a lado, transformando o futuro da moda.”, conclui.